Os principais erros ao comprar imóvel na planta e como evitá-los em 2026
- Novalternativa Incorporadora
- 19 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Comprar um imóvel na planta é uma das formas mais inteligentes de investir em patrimônio — especialmente em regiões de valorização consistente, como a Serra Gaúcha. Mas também é o tipo de decisão que mais expõe investidores a erros básicos, evitáveis e, muitas vezes, muito caros.

O mercado imobiliário evoluiu, mas a forma como as pessoas compram ainda é, em grande parte, emocional, apressada e sem análise técnica. E é justamente aí que surgem problemas, frustrações, atrasos, gastos inesperados e até prejuízo financeiro.
Se você está pensando em investir em 2026, entender quais são os erros ao comprar imóvel na planta — e como evitá-los — é o passo mais importante da sua jornada.
Por que tantas pessoas erram ao comprar imóveis na planta?
Simples: a compra é emocional, mas o investimento é racional. A maior parte das pessoas escolhe um imóvel:
Pela fachada;
Pelo render bonito;
Pelo vídeo de lançamento;
Pela decoração do apartamento modelo;
Pela música do comercial;
Ou pela empolgação no atendimento.
Nada disso é errado — desde que venha depois da análise técnica. O problema é que muita gente compra primeiro e descobre a realidade depois. O resultado? Atrasos, diferenças de acabamento, dificuldades financeiras e conflitos com a incorporadora.
Para evitar isso, você precisa conhecer os erros mais comuns.
Erros mais comuns ao comprar imóvel na planta (e por que eles custam caro)
Vamos aos principais erros — os que realmente fazem diferença no final.
1. Comprar pela emoção, não pela análise racional
Esse é o erro número um — e é o mais difícil de admitir. As pessoas se apaixonam pela promessa e esquecem que render não é obra. A maquete é perfeita. O vídeo é impecável. O apartamento decorado parece um filme.
Mas você não está comprando arte. Você está comprando um ativo financeiro. Algumas empresas usam a estética para emocionar os clientes. Enquanto empresas sérias unem arquitetura bonita com solidez construtiva e responsabilidade. Se a decisão é emocional, o risco aumenta. Se é racional, o investimento fica mais seguro.
2. Não pesquisar a incorporadora
De todos os erros ao comprar imóvel na planta, este talvez seja o mais crítico. Antes de analisar o empreendimento, você precisa analisar quem está por trás dele.
Pergunte:
Quantos empreendimentos já entregou?
Cumpriu prazos?
Qual o padrão construtivo real das obras anteriores?
Há problemas jurídicos?
Tem Registro de Incorporação (RI)?
Trabalha com Patrimônio de Afetação?
Uma incorporadora séria deixa rastro de transparência. As outras deixam rastro de dúvidas.
3. Não verificar o Registro de Incorporação (RI)
Sem RI, o empreendimento não pode ser comercializado legalmente. O RI comprova que:
O terreno está regularizado;
A prefeitura aprovou o projeto;
A documentação está em ordem;
A incorporadora pode iniciar vendas;
Tudo está registrado em cartório.
Comprar sem RI é como comprar um carro sem motor. É arriscar o patrimônio inteiro por falta de uma busca simples.
4. Não conferir o Patrimônio de Afetação
O Patrimônio de Afetação separa as finanças da obra das finanças da empresa. Isso protege o investidor caso a incorporadora enfrente problemas financeiros. Incorporadoras sérias usam. Não é detalhe. É segurança jurídica.
5. Ignorar o INCC e os custos totais da obra
Muita gente calcula assim: “Parcelinha boa = dá para comprar”. Mas o INCC corrige essas parcelas. E dependendo do período, essa correção pode ser significativa.
Além disso, o custo total até a entrega inclui:
Entrada;
Parcelas;
Financiamento;
Chaves;
Reserva;
Documentação;
Eventuais custos de acabamento.
O preço da propaganda nunca é o preço final da vida real.
6. Não analisar o cronograma físico-financeiro
Isso aqui é simples: se a incorporadora não apresenta um cronograma estruturado, há risco de atraso. Se não há detalhamento por fase, há risco de desorganização. Se não há projeções realistas, há risco de problema futuro. Empresas maduras trabalham com transparência de obra.
7. Não visitar obras entregues pela incorporadora
A internet engana. A obra entregue, não. Se você quer saber como será o seu futuro empreendimento, basta visitar:
Obras passadas;
Acabamentos reais;
Áreas comuns;
Qualidade dos materiais;
Execução dos detalhes;
Padrão entregue aos moradores.
O papel aceita tudo. A obra entregue mostra a verdade.
8. Focar no preço, não no valor
Esse é um erro fatal, especialmente para quem compara imóveis apenas pelo valor da tabela. Imóveis mais baratos podem sair caros.
Por quê?
Menores taxas de valorização;
Risco jurídico maior;
Acabamentos inferiores;
Problemas de manutenção no futuro;
Obras atrasadas;
Baixa liquidez;
Público alvo menor;
Padrão construído inferior ao prometido.
Empreendimentos sérios não competem por preço. Competem por valor: segurança, qualidade, localização, experiência e durabilidade.
Erros que acontecem durante a obra
Mesmo depois da compra, muitos investidores cometem erros que prejudicam a experiência:
Não acompanhar relatórios mensais: informação é o que protege você;
Não conferir se o que está sendo executado condiz com o memorial: memorial descritivo é lei. O que está lá, deve ser entregue;
Não pedir esclarecimentos ao notar mudanças: dúvidas não resolvidas viram conflitos futuros.
Não documentar comunicação importante: tudo que envolve entrega, prazos, aditivos ou mudanças deve ser documentado.
Empresas sérias oferecem canais claros, relatórios e acompanhamento contínuo. A relação deve ser de transparência, não de adivinhação.
Checklist prático para evitar prejuízos em 2025
Antes de investir em imóvel na planta, pergunte:
✔ A incorporadora tem Registro de Incorporação?
✔ Usa Patrimônio de Afetação?
✔ Tem histórico sólido de entregas?
✔ Possui obras anteriores visitáveis?
✔ O cronograma físico-financeiro é claro?
✔ O contrato é transparente sobre índices e correções?
✔ O memorial descritivo é completo?
✔ O padrão entregue corresponde ao prometido?
✔ A empresa é transparente durante a obra?
✔ Há consistência entre as informações do comercial e do jurídico?
Salvar essa lista evita dores de cabeça — e preserva o seu patrimônio.
Informação é a primeira linha de defesa do investidor
Comprar imóvel na planta pode ser uma excelente forma de construir patrimônio, gerar valorização e conquistar um bem durável. Mas só é seguro quando o investidor entende o que está comprando — e com quem está comprando.
Transparência, técnica, seriedade e experiência não são bônus. São o mínimo necessário para que um empreendimento seja sólido.
Em um mercado cada vez mais profissionalizado, incorporadoras responsáveis se destacam justamente pela clareza com que conduzem cada etapa da jornada — do registro ao pós-entrega.
Se você está pensando em investir em 2025, comece pelo básico: evite os erros que tantos já cometeram. A partir daí, o caminho fica muito mais seguro.
